manel_cruz.jpg

Manel Cruz

Poucas figuras da história da música portuguesa se aproximarão do emblemático Manel Cruz. Se lhe é atribuído o cunho de ser um dos mais naturais contadores de estórias, também detém a patente de fazer das tripas coração desde o início da sua carreira, já desde os tempos de Ornatos Violeta e de quando o seu nome saía naturalmente das bocas do Mundo.

Foram várias as paragens que se foi obrigando a fazer para assentar os pés e calcar a terra. Algumas delas foram em Pluto, no lugar errático dos SuperNada e, finalmente, no projeto enigmático que foi Foge Foge Bandido, mostrando recortes, vozes e memórias da viagem – desta vez a solo – que havia feito nos últimos 10 anos. Recarregar energias foi em Estação de Serviço, projeto com que se apresentou em 2015, com melodias que já sabíamos de cor e novas lengalengas e frases soltas que ficámos com vontade de memorizar.

Foram vários os caminhos por que enveredou e várias as pessoas com quem o fez, como em “Casa”, com os extintos do hip-hop Da Weasel, com os Clã, para quem compôs temas; em “Grande medo do pequeno mundo” ao lado do cantautor Samuel Úria, assim como em “Outras Histórias” dos Deolinda.


throes.jpg

Throes + The Shine

Os Throes + The Shine englobam aventura e vitalidade. Usam cada grama da sua criatividade para originarem algo singular e que se concentra numa energia completamente efusiva em palco. Oriundos do Porto e de Luanda, a sua génese prendeu-se com a fusão do kuduro com o rock, mas que entretanto alargou os seus horizontes de forma a albergar uma multitude de culturas que podem ir de África à Europa ou da América do Sul aos Estados Unidos. Depois de lançarem dois álbuns e de criarem uma presença regular por essa Europa fora, podemos esperar um novo álbum em Maio de 2016, que contou com a produção de Moullinex e irá contar com o selo da Discotexas.

 


stonedead.jpg

Stone Dead

Porque também o rock teve uma vida, não faria sentido mergulhar nele sem ter a sua história para contar — em dez músicas, e a cumprir os cânones com os devidos excessos de um disco conceptual, mas sem os abusos decadentes que os levaram a pensar numa narrativa, os Stone Dead personificam o rock na pele de Tony Blue, que vive a sonoridade de cada canção do berço até à campa.

Quem disse que o rock estava morto não ouviu Stone Dead. Pese embora a ironia da armação na altura de se ouvir “Good Boys” em 2017, o ouvinte será impelido a encarar a viagem nos sapatos de Tony Blue de duas maneiras: ora como entrar num buraco negro com saída directa para o PA de Woodstock, ora como o escrever da lacuna sonora latente no rock português.


zuluzulu.jpg

Zulu Zulu

O enigmático Fi-Lyon, M. Zebra e Girafa # são Zulu Zulu, um grupo que não deixou ninguém indiferente desde que surgiram na cena majorquina. A sua música mistura ritmos africanos com melodias pop, rock progressivo e faíscas psicodélicas. Sobre todos esses sons aparecem vozes guturais que invocam a linguagem dos espíritos da música e fazem com que o público se aproxime da magia do éter musical. No início de 2017, eles lançaram "Zebra Defense" com a editora Foehn Records, com o qual eles conseguiram dar o grande salto e chamar a atenção do público e da imprensa em todo o país.


fugly.jpg

Fugly

Dois anos depois do primeiro EP Morning After, após muito sangue, suor e lágrimas, os FUGLY seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca, com o novo Millennial Shit, a ser lançado pela editora independente O Cão da Garagem.

Os millennials são a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos 80 e os anos 90, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado.


BernardoSousaSantos3.jpg

Solar Corona

Solar Corona é rock pulsante como um motor na psique dos ouvintes. Unidos em 2012, o trio de poder, composto por Rodrigo Carvalho (guitarra / synths), o engenheiro desta aventura, José Roberto Gomes (baixo) e Peter Carvalho (bateria) está totalmente comprometido em rasgar sua consciência e levá-lo em uma odisséia desenfreada através de paisagens distorcidas e batidas constantes. A comparação é muitas vezes a maneira de descrever a música em palavras. Eu sugeriria que imaginassem Hawkwind se Lemmy nunca tivesse sido expulso.


 


EL SENOR.jpg

El Señor

Alinharam-se os astros e não há como ignorar que surgiram de um milagre. O Éder marcou, a cidade sempre vazia encheu-se de gente e, no meio da desbunda, nasceram com poucas palavras em frente a uma roulote. Banda de verão que não se importa de ser de inverno, se lá chegar. Um ié-ié minhoto mais pop do que rock, mais rock do que punk, tão punk quanto o vira.

 


FotoBanda.jpg

Go'El

GO’EL é um projeto musical experimental, electrónico, a dois, com ambição de soar a 100 músicos. GO’EL são Diogo Leite e Dani Valente. Dois indivíduos com um longo e mútuos interesses sociais e musicais, e uma longa carreira como músicos e produtores. Diogo como baterista, multi facetado percussionista e ambientes electrónicos. Dani guitarra, synth guitarra, synths, programação e leads electrónicos. Tudo misturado em confortáveis paisagens e massas de som desconfortáveis. Depois de gravado, o disco de estreia, “alter ego" com data agendada de lançamento para meados de abril. GO’EL como duo, assentam num conceito de concerto muito simples, que visa facilitar o load in e montagem de backline. Um baterista e um guitarrista, bateria, guitarra, um teclado e uma pedalboard, sem amplificadores ou colunas de guitarra. Tudo sincronizado, automatizado e sincronizado com uma projecção de video e luzes. O resultado final, embora simples, transforma-se num som profundo, numa onda de som massiva e numa experiência de espectáculo memorável.

 


cosmonauta.jpg

Cosmonauta17

Emanuel Botelho diz a toda a gente que é sanjoanense, apesar de na verdade ser de Arrifana. Ao longo de mais de uma década tem-se dividido entre a criação musical, DJ sets e programas de rádio. Depois de alguns anos a pisar os mais variados palcos com os Sensible Soccers - com quem passou pelas duas primeiras edições do Party Sleep Repeat - desde 2016 que veste o fato do Cosmonauta17 todas as sextas-feiras à noite na Vodafone FM com o programa L'Espace, dedicado ao universo da música electrónica sem barreiras de estilo ou de época. Para além das emissões regulares, L'Espace salta regularmente para as pistas de dança, com passagem por diversos espaços e eventos um pouco por todo o país.


13720628_10201662839410297_356179938_o.jpg

Adão

ADÃO, nome próprio, dentro ou fora da cabine. Com mais de 1000 discos de vinil na sua coleção o djing é assumidamente um hobbie que encara como sério e que, como qualquer outro, implicam paixão, curiosidade, pesquisa e investimento, tendo começado tudo isto em 2010. Individualmente passa discos cerca de uma a duas vezes por mês e, em conjunto com o TAM, dono da label Wasser Bassin, uma colaboração não periódica com o nome TAMADÃO, nome bastante óbvio, certo? Certo! Em relação aos discos que põe a tocar, depende daquilo que apanha na estante de casa, mete dentro do saco e, por fim, decide pôr a rodar nos gira-discos, misturando quase sempre todos os géneros de música.


29365360_10213900708783528_1348824983136108544_n.jpg

Le Cirque du Freak

Herdeiro direto do mítico Joaquim António de Aguiar (mata-frades para os amigos), e oriundos da Sé Velha de Coimbra, o Le Cirque du Freak (Johnny Gil & Sérgio Costa) são especialistas em festa rija. Os seus sets estão repletos de soul, afro funk & Afro Beat, breaks, disco e um pouco de rock sujo, sempre acompanhados por uma pitada de bizarrice.